O Estranho Misterioso — Mark Twain

Quer saber qual foi minha experiência ao ler O Estranho Misterioso? Então puxa a cadeira, chega mais e liga o som que esta é uma história hardcore. É, com certeza, uma história que suscita muitas reflexões e logo nas primeiras páginas me veio à memória a música Amaranth, da banda finlandesa Nightwish.

Continuar lendo “O Estranho Misterioso — Mark Twain”

Anúncios

Todo Dia — David Levithan

Imagine que cada dia de sua vida você acordasse no corpo de outra pessoa. O que você faria?

Emília: “Esse livro é diferente de tudo o que você já leu na sua vida, pode ter certeza absoluta!”

Continuar lendo “Todo Dia — David Levithan”

O Demonologista — Andrew Pyper

“Este é o caso mais convincente para provar — mais convincente que qualquer um da própria Bíblia — que o inferno é real. Não um fosso escaldante, não um lugar acima ou abaixo de nós, mas em nós, um lugar em nossa mente. Conhecer-nos a nós mesmos e, em troca, suportar a eterna lembrança de nossa solidão. Ser banido. Vagar sozinho. Qual é o verdadeiro fruto do pecado original? Individualidade!”

10968299_413124968846034_4905646630428992732_n

O livro conta a história de David Ullman, professor universitário especializado na figura do demônio. Por toda a sua vida, diz que desde sempre sentia que a escuridão estava presente, mas, no nascimento de sua filha, ela tinha se afastado um pouco. Quando a menina começa a dar seus primeiros passos, porém, lentamente as trevas voltam.

Continuar lendo “O Demonologista — Andrew Pyper”

Meu Pé de Laranja Lima — José Mauro de Vasconcelos

Ganhei esse livro em um encontro do Clube do Livro e, na primeira página, minha querida amiga e amante da literatura brasileira, Kah, teve a audácia de escrever a seguinte dedicatória:

“Este é com certeza o típico livro que você não deve e nem pode julgar pela capa, e muito menos pelo título… Este é um livro que vai mexer com seus sentimentos e apurar ainda mais a sua sensibilidade. Gostaria, enfim, de lhe propor um desafio: não chorar em nenhum momento do livro (uma coisa realmente impossível de ser feita)! Espero o resultado, heim?” (Kah)

Como pode me desafiar a não chorar!? 

Eu consegui manter o livro seco, mas não meus olhos…

Continuar lendo “Meu Pé de Laranja Lima — José Mauro de Vasconcelos”

Dicas de Natal

Que nós gostamos mais de livros, que livros são um grande presente para dar para quem amamos, a gente já sabe não é? Mas e se, além de ler, nós pudéssemos “vestir” essas histórias incríveis? O Clube do Livro especial de hoje traz dicas de presentes natalinos para ler, e usar!

Alice no País das Maravilhas

É a obra mais conhecida de Lewis Carroll (1832-1898), sendo considerada obra clássica da literatura inglesa. O livro conta a história de uma menina chamada Alice que cai em uma toca de coelho e vai parar num lugar fantástico povoado por criaturas peculiares e antropomórficas.

rosa

rosa

O livro faz brincadeiras e enigmas lógicos, o que contribuiu para sua popularidade. Carroll também faz alusões a poemas da era vitoriana e a alguns de seus conhecidos, o que torna a obra mais difícil de ser compreendida por leitores contemporâneos. É uma das obras escritas da literatura inglesa que tiveram mais adaptações na história do cinema, TV e teatro.
A edição da coleção de Clássicos da editora Zahar é bem legal, mas caso você já tenha o livro a nossa sugestão é uma ilustração especial, como essas da Jovi_Artwork 🙂

Continuar lendo “Dicas de Natal”

Estação Perdido — China Miéville

“Eu realmente quis mostrar como seriam as relações trabalhistas num universo fantástico. Outra coisa que sempre me incomodou é que, na literatura de fantasia, muitas vezes o racismo não é só um preconceito  é uma verdade ontológica. Raças não humanas se comportam de um jeito totalmente estereotipado. Mas não vejo por que um estereótipo racista deveria ser mais verdadeiro nesse tipo de mundo do que no nosso.”  China Miéville, em entrevista publicada pelo jornal Folha de São Paulo.

Embarcar em uma aventura de dois meses com a leitura de Estação Perdido foi uma experiência, digamos, inusitada.

Se, ao seu turno, a distopia fantástica weird de Miéville apresenta um universo próprio, com engrenagens particulares e raças alienígenas insetoides, por outro, revela uma assombrosa verdade sobre nossos vícios como sociedade, nosso lado feio, aquele que escondemos  por trás de metáforas e meias desculpas.

Fantasia que assusta por apresentar um portal direto para a realidade.

E aí, topa tomar um café comigo em Nova Crobuzon?

Continuar lendo “Estação Perdido — China Miéville”

À espera de um milagre — Stephen King

Falar desse livro é bem prazeroso. Conheci a história anos atrás, quando assisti ao filme baseado na obra, e me apaixonei. Já adianto que é uma história digna de todas as lágrimas. Agora, anos depois, recebo esse lindo presente de meu amor: o livro. Fugindo ao estilo que consagrou Stephen King como um escritor de terror, essa maravilhosa trama coloca em evidência outras habilidades do autor, entre elas a de emocionar. Ambientada nos anos 30, em plena Depressão Americana, a história conta com um cenário de total desespero e sufoco: a Penitenciária de Cold Mountain.

Continuar lendo “À espera de um milagre — Stephen King”

Não me abandone jamais — Kazuo Ishiguro

ishig.jpg
Capa da 2º edição brasileira de Never let me go.

Internato de Hailsham, Inglaterra, 1978.

Crianças brincam em um ambiente idílico, com natureza exuberante e um excessivo incentivo às expressões artísticas, colecionismo e permutas.

As crianças de Hailsham são “especiais”.

Entretanto, descobrir o que esta pequena palavra, “especial”, pode significar neste romance retro/distópico do premiado autor Kazuo Ishiguro, o fará, inevitavelmente, irromper em lágrimas, provocando um desconforto existencial que poucas obras conseguem evocar.

Continuar lendo “Não me abandone jamais — Kazuo Ishiguro”

O Exorcista — William Peter Blatty

O Exorcista é uma das obras de terror mais conhecidas no mundo, escrita pelo autor  William Peter Blatty, e lançado originalmente em 1971.

exorcismo-livres-de-todo-mal
San Francisco de Borja y el moribundo impenitente. Pintura de Goya, 1788.

 

O livro teria sido baseado nos registros de um caso real, alegadamente realizado em Mount Rainier, no estado de Maryland, EUA. O jornal The Washington Post, e supostamente outros periódicos locais, relataram o discurso de um padre feito numa sociedade de parapsicologia amadora, no qual ele teria afirmado haver exorcizado um demônio em um menino de 13 anos de idade.

O sofrimento teria durado cerca de seis semanas, findando em 19 de abril de 1949…

Realidade aterrorizante ou ficção?

Continuar lendo “O Exorcista — William Peter Blatty”

A Busca Onírica por Kadath — H.P. Lovecraft

No verso do livro, lê-se assim: “a Busca Onírica por Kadath pertence ao Ciclo dos Sonhos e é protagonizada por Randolph Carter, o alterego de Lovecraft. Depois de sonhar três vezes com uma fabulosa cidade ao pôr do sol e de três vezes acordar sem ter contemplado a grandeza do maravilhoso panorama criado por sua fantasia, Randolph Carter resolve buscar a permissão dos deuses da terra para visitar a cidade resplandecente. Para tanto, mergulha no mundo dos sonhos e empreende uma longa jornada repleta de perigos em busca de Kadath na desolação gelada — embora nem mesmo as estranhas criaturas que habitam as terras oníricas tenham certeza à existência do lugar”.

Howard Phillips Lovecraft foi um escritor estadunidense. Nasceu no ano de 1890 e morreu no ano de 1937, aos 46 anos de idade. Durante sua vida, não fez muito sucesso, atraindo poucos leitores ao seu gênero de terror cósmico. Mas, ao passar dos anos, é considerado um dos escritores mais influentes do século XX.

A obra de Lovecraft teve e ainda tem uma grande influência nos dias de hoje. Talvez dois dos exemplos mais famosos sejam Conan e Supernatural. Mas estou aqui hoje para falar de uma obra específica, A Busca Onírica por Kadath.

Continuar lendo “A Busca Onírica por Kadath — H.P. Lovecraft”