Estação Perdido — China Miéville

“Eu realmente quis mostrar como seriam as relações trabalhistas num universo fantástico. Outra coisa que sempre me incomodou é que, na literatura de fantasia, muitas vezes o racismo não é só um preconceito  é uma verdade ontológica. Raças não humanas se comportam de um jeito totalmente estereotipado. Mas não vejo por que um estereótipo racista deveria ser mais verdadeiro nesse tipo de mundo do que no nosso.”  China Miéville, em entrevista publicada pelo jornal Folha de São Paulo.

Embarcar em uma aventura de dois meses com a leitura de Estação Perdido foi uma experiência, digamos, inusitada.

Se, ao seu turno, a distopia fantástica weird de Miéville apresenta um universo próprio, com engrenagens particulares e raças alienígenas insetoides, por outro, revela uma assombrosa verdade sobre nossos vícios como sociedade, nosso lado feio, aquele que escondemos  por trás de metáforas e meias desculpas.

Fantasia que assusta por apresentar um portal direto para a realidade.

E aí, topa tomar um café comigo em Nova Crobuzon?

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