O Mágico de Oz — L. Frank Baum

Tortinha de maçã com chocolate

capaozColocando um pouco mais de açúcar nesse blog, hoje vou falar da minha experiência atual com o clássico infantil O Mágico de Oz, de Lyman Frank Baum. Meu contato inicial com o mundo de Oz foi formado pelo cinema e TV. Assistia a interpretação de Judy Garland como Dorothy e, particularmente (muito particularmente), sempre sentia um soninho, mas também me encantava, principalmente  com sua voz angelical interpretando Somewhere over the rainbow.

Mas então, vamos falar do livro? Esqueça todas as referências sobre Oz que você absorveu nesse mundo cinematográfico, porque, afinal, a literatura é uma outra linguagem, vaga em um outro universo…

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O Gigante Enterrado – Kazuo Ishiguro

“Aqueles que não se lembram do passado, estão condenados a repeti-lo” – George Santayana

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Livro editado pela Companhia das Letras, 2015.

Gigantes enterrados são uma constante nas obras de Ishiguro: um mistério à espreita, sendo descoberto a cada nova retirada de terra que se faz, página a página. Nesta história, o que temos é mais um exemplar da ousadia do autor em incomoda-nos, em tirar-nos do lugar comum, desta vez, tendo por protagonista a memória coletiva. E as consequências de perdê-la.

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Estação Perdido — China Miéville

“Eu realmente quis mostrar como seriam as relações trabalhistas num universo fantástico. Outra coisa que sempre me incomodou é que, na literatura de fantasia, muitas vezes o racismo não é só um preconceito  é uma verdade ontológica. Raças não humanas se comportam de um jeito totalmente estereotipado. Mas não vejo por que um estereótipo racista deveria ser mais verdadeiro nesse tipo de mundo do que no nosso.”  China Miéville, em entrevista publicada pelo jornal Folha de São Paulo.

Embarcar em uma aventura de dois meses com a leitura de Estação Perdido foi uma experiência, digamos, inusitada.

Se, ao seu turno, a distopia fantástica weird de Miéville apresenta um universo próprio, com engrenagens particulares e raças alienígenas insetoides, por outro, revela uma assombrosa verdade sobre nossos vícios como sociedade, nosso lado feio, aquele que escondemos  por trás de metáforas e meias desculpas.

Fantasia que assusta por apresentar um portal direto para a realidade.

E aí, topa tomar um café comigo em Nova Crobuzon?

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