Sunny & Snowball — Joviana Marques

Uma garotinha de capa e sua amiga inseparável, uma unicórnio encantada, enfrentam,  em diversas aventuras, o maior monstro de todos os tempos: os problemas diários.

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A Criatura — Sinval de Abranches

É só um conto. Não é um romance, não é uma história longa, dessas com vários capítulos, nada disso. É um conto. E é realmente impressionante a carga filosófica que o autor Sinval de Abranches consegue inserir em tão poucas linhas, com uma linguagem simples, comum, prosaica. Pois não há nada de erudito em A Criatura, a não ser, talvez, algumas das reflexões às quais podem chegar seus leitores mais predispostos a uma boa dose de filosofia existencial.

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História do Olho — Georges Bataille [+18]

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Edição da Cosac Naify.

A História do Olho é uma obra estranha.” Assim começa o artigo Visões da Carne Infinita, escrito por Tiago Ribeiro e Tania Nunes. Talvez não haja afirmação mais acertada.  Reminiscências de uma terapia bem-sucedida, esse primeiro livro do escritor francês é uma obra deveras estranha: ovos que significam olhos, que, por sua vez, podem ser olhos humanos, olhos-luas, ou olhos-de-cus.

Sim, isso mesmo.

É uma loucura diante da qual mesmo a surrealidade nascida de Breton parece desconcertada.

Está preparado?

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O Demonologista — Andrew Pyper

“Este é o caso mais convincente para provar — mais convincente que qualquer um da própria Bíblia — que o inferno é real. Não um fosso escaldante, não um lugar acima ou abaixo de nós, mas em nós, um lugar em nossa mente. Conhecer-nos a nós mesmos e, em troca, suportar a eterna lembrança de nossa solidão. Ser banido. Vagar sozinho. Qual é o verdadeiro fruto do pecado original? Individualidade!”

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O livro conta a história de David Ullman, professor universitário especializado na figura do demônio. Por toda a sua vida, diz que desde sempre sentia que a escuridão estava presente, mas, no nascimento de sua filha, ela tinha se afastado um pouco. Quando a menina começa a dar seus primeiros passos, porém, lentamente as trevas voltam.

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Saga Encantadas: veneno – Sarah Pinborough

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O livro Veneno é o primeiro da saga “Encantadas”, escrita pela autora Sarah Pinborough. Trata-se de uma releitura do conto A Branca de Neve, entretanto, engana-se quem pensa ser algo infantil. Muito pelo contrário…

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Dia internacional das autoras :)

Fala galera!

Aqui quem vos fala é a Emília e hoje, a dica fica por minha conta 🙂
Saindo um pouquinho tarde, é verdade, mas tá valendo, afinal, ainda é nosso dia! Aproveitei essa data tão especial, o dia internacional das mulheres, para indicar 5 autoras que eu amo e acho que todo mundo deveria ler pelo menos uma obra nessa vida! ❤

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Na companhia das estrelas – Peter Heller

Até onde você iria para se manter vivo??

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Capa da edição brasileira.

Hig é um dos últimos sobreviventes da gripe que quase acabou com a raça humana. Ele e seu cachorro, Jasper, moram num hangar com apenas um vizinho, Bailey, que não parece ter qualquer resquício de humanidade em si.

Nosso protagonista se assemelha com a figura bíblica de Adão, não que ele seja o único homem na Terra, mas praticamente todos estão infectados com uma doença sanguínea que os levará à  morte.

“Você já leu a Bíblia? Estou falando de sentar e ler a Bíblia como se fosse um livro. Dê uma espiada em Lamentações. É praticamente onde estamos. Muito lamentável. É como ter o coração transbordando como água.”

 Sua esposa e seus amigos estão mortos, e ele sobrevive no hangar de um pequeno aeroporto abandonado. Continuar lendo “Na companhia das estrelas – Peter Heller”

Pó de Livro # 3 – Senhor das Moscas

Fala galera! Esse é o terceiro episódio do podcast do blog Clube do Livro, o “Pó de Livro”!
Chega mais e vem discutir com a Jovi, Emília e Lela sobre um clássico da literatura inglesa e mundial: “O Senhor das Moscas”.
Hoje falaremos de todos os simbolismos deste livro incrível, Estados ditatoriais, democracias oscilantes e muito mais! Curtiu? Então pega a sua concha e bora discutir!

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Meu apetite por destruição, sexo, drogas e Guns N’ Roses – Steven Adler

“Por toda a minha vida miserável, não há um amigo, um membro da família ou uma oportunidade fantástica que eu não tenha colocado em um liquidificador e mutilado.” – Steven Adler

capa 2.jpgEsta consideração dramática e pessimista está na primeira página da autobiografia do baterista que fundou uma das bandas mais populares que se tem notícia: o Guns N’ Roses. O livro de Steven Adler é um misto estranho de informalidades e frases que, apesar de não tão bem escritas, são viscerais. Elas parecem ter, assim como o autor, uma necessidade premente de atenção e amor.

Mas como, com fama, dinheiro e os sonhos de todo músico realizado, Steven foi capaz de se sentir tão miserável a ponto de declarar isto nas primeiras linhas de seu livro?

Aumenta o som e bora descobrir.

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Rainha da Tempestade – Marion Zimmer Bradley

“Houvera um tempo na história do Comyn em que promovíamos uma reprodução seletiva, a fim de fixar esses dons em nossa herança racial; foi uma época de grande tirania e não um tempo de que nos lembremos com orgulho”(Lady Rohana – A corrente rompida)

rainha-da-tempestade-livroImagine um universo onde algumas pessoas, de uma determinada origem genética, possuam um “dom”, chamado de laran, que é capaz de lhes proporcionar “poderes” como: telepatia, presciência e voz de autoridade. Para desenvolver e aprimorar esse laran houveram programas de reprodução onde homens e mulheres eram selecionados minuciosamente para gerar descendentes fortes com o poder adequado.

Por conta desses programas de reprodução, os partos eram cada vez mais difíceis, o que acarretava, geralmente, na morte do bebê ou da mãe. Ainda somava-se o fato de que a criança que chegasse à vida adulta poderia morrer de uma “doença do limiar” (a transição da infância para a vida adulta). Em meio à tudo isso ainda existem reinos, soberanos e um sistema de “direito de nascimento”, o que para nós não é estranho. Significava que o rei precisa ter um filho homem legítimo para passar seus domínios, ou estará fadado ao caos.

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