Outlander : a viajante do tempo – Diana Gabaldon

Mágica. Às vezes ela acontece. Não sei se já se viu diante de livros que prendem sua atenção e emoções de maneiras tão catárticas e profundas que não há como sairmos incólumes deles. Espero que sim, espero que já tenha te acontecido isso, são experiências únicas. Claro, não é algo que qualquer leitura vá te proporcionar, pelo menos para mim, são raras. “Outlander”  foi uma delas.

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Um Defeito de Cor — Ana Maria Gonçalves

“A história da nossa população negra é tragicamente marcada pela violência física e simbólica, pela negação de identidades. Seu espaço geográfico e social é a periferia dos mocambos e quilombos, a favela, onde falta tudo, espaços de dor, sofrimento e exclusão, onde quer que o negro se encontre.” — Sandra Maria Santos

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Muitas e muitas páginas é o que temos em Um Defeito de Cor. Mas não só. O tamanho do livro se justifica pelo ambicioso trabalho da autora brasileira Ana Maria Gonçalves, que relata, da infância à velhice, a vida da personagem ficcional Kehinde, elucidando-nos, em paralelo, acerca da obscuridade de um dos períodos mais vergonhosos da história humana: a escravidão.

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Treblinka: a revolta de um campo de extermínio — Jean-François Steiner

treblinka cover .jpg“It was death.” 

Essa sentença simples, resumida pela voz de Samuel Willemberg, último sobrevivente de um dos maiores campos de extermínio nazistas, resume muito do que senti lendo o livro controverso e assustador de Jean-François Steiner: morte.

Samuel, falecido em fevereiro deste ano, com 93 anos, resume, com sua afirmação, mais do que mortes de judeus. Podemos entendê-la como morte das relações humanas, da compaixão, morte da tolerância, morte das esperanças e de todas as pequenas cotidianidades e fundamentos que nos tornam seres humanos viventes. Um sofrimento a cada página virada, e um encontro devastador com um dos períodos mais terríveis da nossa história recente.

Bem-vindos a Treblinka.

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Stonehenge — Bernard Cornwell

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Arte de billy2917

Quando uma coisa grandiosa está para ser feita, normalmente se destina à chamar atenção de gerações de homens e uma legião de deuses e espíritos…

Stonehenge me lembrou de alguma forma a obra Os pilares da terra, onde grandes feitos revelam grandes histórias….  Alguns  deles pedem obras divinas, em nome de Deus, para prestígio próprio — e isso não parece acabar bem na maior parte das vezes.

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Vlad – a última confissão – C. C. Humphreys

“Decidi não julga-lo. Decidi mostrar o que ele fez e parar de me preocupar com seus motivos. Essencialmente, deixei-o ser quem ele foi, fosse o que fosse, colocar suas ações lado a lado com o registro de sua vida e com o contexto do lugar e época brutais em que viveu. Deixaria o leitor decidir.” –  C.C. Humpheys

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Um líder político sádico defende seu território do ataque do Império Otomano no século XV. Governando a província conhecida como Valáquia, “empalador” começou a ser uma palavra associada ao seu nome após aderir à essa prática cruel para punir seus inimigos.

Sangue? Realmente muito sangue foi derramado por ele. Mas não para servir de alimento. Aqui você vai esquecer as lendas que ouviu no livro de Bram Stoker para conhecer o verdadeiro Vlad Tepes, o Conde Drácula.

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A Rosa Branca Rebelde – Janet Paisley

A mulher é metade do mundo, ghràid

Tateando rastros apagados da história de uma guerreira escocesa rebelde, Janet Paisley remonta, de forma ficcional (importante que se diga), a luta dos rebeldes jacobitas para manter viva sua identidade diante da opressão inglesa. O livro traz para a luz o nome de Anne Farquharson, mulher determinada das Terras Altas que recusa a submissão e assume papel de protagonismo em um levante brutal entre Escócia e Inglaterra.

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O Livro Perdido Das Bruxas De Salem – Katherine Howe

“Agradeço a essas pessoas desaparecidas por qualquer fragmento delas que possa persistir dentro de mim” (Howe, K.)

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Katherine Howe

Nessas últimas semanas, não sei se eu quem devorei o livro ou ele quem me devorou…

Em O Livro Perdido Das Bruxas De Salem, Katherine Howe conta a história de Connie, uma estudante de História, em Harvard, que está ingressando para o programa de PHD. Ela era muito cética e acadêmica, como a maioria de nós quando passamos pela compressa da faculdade – como se sentimentalismo, fantasia e fé fossem características tão femininas que precisassem ser apagadas para uma mulher ser levada á sério em um meio ainda tão “masculino”.

Imagino que este o livro pode ser classificado como um “romance policial” (!?), pois a personagem se encontra envolvida em uma trama onde precisa juntar cada peça de um “quebra-cabeça”.

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Moça Com Brinco de Pérola – Tracy Chevalier

Profundidade singela e genialidade

É sempre uma experiência única fechar um livro e continuar ligada a ele. Aquele livro onde não importa quantas páginas li hoje porque nem vi elas passarem, apressadas, diante dos meus olhos. Só as virei.

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