Todo Dia — David Levithan

Imagine que cada dia de sua vida você acordasse no corpo de outra pessoa. O que você faria?

Emília: “Esse livro é diferente de tudo o que você já leu na sua vida, pode ter certeza absoluta!”

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Rainha da Tempestade – Marion Zimmer Bradley

“Houvera um tempo na história do Comyn em que promovíamos uma reprodução seletiva, a fim de fixar esses dons em nossa herança racial; foi uma época de grande tirania e não um tempo de que nos lembremos com orgulho”(Lady Rohana – A corrente rompida)

rainha-da-tempestade-livroImagine um universo onde algumas pessoas, de uma determinada origem genética, possuam um “dom”, chamado de laran, que é capaz de lhes proporcionar “poderes” como: telepatia, presciência e voz de autoridade. Para desenvolver e aprimorar esse laran houveram programas de reprodução onde homens e mulheres eram selecionados minuciosamente para gerar descendentes fortes com o poder adequado.

Por conta desses programas de reprodução, os partos eram cada vez mais difíceis, o que acarretava, geralmente, na morte do bebê ou da mãe. Ainda somava-se o fato de que a criança que chegasse à vida adulta poderia morrer de uma “doença do limiar” (a transição da infância para a vida adulta). Em meio à tudo isso ainda existem reinos, soberanos e um sistema de “direito de nascimento”, o que para nós não é estranho. Significava que o rei precisa ter um filho homem legítimo para passar seus domínios, ou estará fadado ao caos.

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Estação Perdido — China Miéville

“Eu realmente quis mostrar como seriam as relações trabalhistas num universo fantástico. Outra coisa que sempre me incomodou é que, na literatura de fantasia, muitas vezes o racismo não é só um preconceito  é uma verdade ontológica. Raças não humanas se comportam de um jeito totalmente estereotipado. Mas não vejo por que um estereótipo racista deveria ser mais verdadeiro nesse tipo de mundo do que no nosso.”  China Miéville, em entrevista publicada pelo jornal Folha de São Paulo.

Embarcar em uma aventura de dois meses com a leitura de Estação Perdido foi uma experiência, digamos, inusitada.

Se, ao seu turno, a distopia fantástica weird de Miéville apresenta um universo próprio, com engrenagens particulares e raças alienígenas insetoides, por outro, revela uma assombrosa verdade sobre nossos vícios como sociedade, nosso lado feio, aquele que escondemos  por trás de metáforas e meias desculpas.

Fantasia que assusta por apresentar um portal direto para a realidade.

E aí, topa tomar um café comigo em Nova Crobuzon?

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Não me abandone jamais — Kazuo Ishiguro

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Capa da 2º edição brasileira de Never let me go.

Internato de Hailsham, Inglaterra, 1978.

Crianças brincam em um ambiente idílico, com natureza exuberante e um excessivo incentivo às expressões artísticas, colecionismo e permutas.

As crianças de Hailsham são “especiais”.

Entretanto, descobrir o que esta pequena palavra, “especial”, pode significar neste romance retro/distópico do premiado autor Kazuo Ishiguro, o fará, inevitavelmente, irromper em lágrimas, provocando um desconforto existencial que poucas obras conseguem evocar.

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A Busca Onírica por Kadath — H.P. Lovecraft

No verso do livro, lê-se assim: “a Busca Onírica por Kadath pertence ao Ciclo dos Sonhos e é protagonizada por Randolph Carter, o alterego de Lovecraft. Depois de sonhar três vezes com uma fabulosa cidade ao pôr do sol e de três vezes acordar sem ter contemplado a grandeza do maravilhoso panorama criado por sua fantasia, Randolph Carter resolve buscar a permissão dos deuses da terra para visitar a cidade resplandecente. Para tanto, mergulha no mundo dos sonhos e empreende uma longa jornada repleta de perigos em busca de Kadath na desolação gelada — embora nem mesmo as estranhas criaturas que habitam as terras oníricas tenham certeza à existência do lugar”.

Howard Phillips Lovecraft foi um escritor estadunidense. Nasceu no ano de 1890 e morreu no ano de 1937, aos 46 anos de idade. Durante sua vida, não fez muito sucesso, atraindo poucos leitores ao seu gênero de terror cósmico. Mas, ao passar dos anos, é considerado um dos escritores mais influentes do século XX.

A obra de Lovecraft teve e ainda tem uma grande influência nos dias de hoje. Talvez dois dos exemplos mais famosos sejam Conan e Supernatural. Mas estou aqui hoje para falar de uma obra específica, A Busca Onírica por Kadath.

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As Cavernas de Aço — Isaac Asimov

  1. YWEgXsMUm robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano venha a ser ferido.
  2. Um robô deve obedecer as ordens dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei.
  3. Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou com a Segunda Lei.

“Em Nova York, o investigador da polícia Elijah Baley é escalado para investigar o assassinato de um embaixador dos Mundos Siderais.

A rede de intrigas envolve desde sociedades secretas até interesses interplanetários, mas nada o preocupa tanto quanto seu parceiro no caso, cuja eficiência pode tomar seu emprego, algo cada vez mais comum.”

Pois seu parceiro é um robô.

Publicado no início da década de 1950, As Cavernas de Aço é o primeiro romance da consagrada Série dos Robôs de Isaac Asimov, mesclando de forma magistral os gêneros ficção científica e literatura policial.”

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O Fim da Eternidade – Isaac Asimov

eternidade_frente_altaImagine se um dia o ser humano conseguisse dominar a viagem no tempo. Será que a tecnologia seria usada para finalmente revelar os grandes mistérios da humanidade? Será que alguém iria testar o paradoxo do avô? Será que veremos esse dia chegar?

Essas são perguntas que surgem naturalmente ao se falar de uma tecnologia tão fascinante e perigosa.

Mesmo assim, imagine que o grande dia chegou, a viagem, ou melhor, o controle do tempo, foi dominado. E agora?

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Star Wars: Kenobi – John Jackson Miller

“As vezes é preciso perder tudo para encontrar seu verdadeiro caminho” – Obi Wan Kenobi

kenobi“Kenobi” é o primeiro livro que leio da série de títulos relacionados ao universo expandido de Star Wars. Já vou logo dizendo, antes de qualquer outra consideração: me surpreendi muito com ele.

A capa belíssima da editora Aleph chama a atenção de cara. Outra coisa que chama atenção pode ser o tamanho, um “calhamaço” de 528 páginas. No entanto, relaxa, depois que você começar a ler não vai soltar mais e, se tiver tempo, vai acabar em uma semana. Aposto.

Foi exatamente o que aconteceu comigo. Bom, não foi em uma semana… Foi menos.

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