Outlander : a viajante do tempo – Diana Gabaldon

Mágica. Às vezes ela acontece. Não sei se já se viu diante de livros que prendem sua atenção e emoções de maneiras tão catárticas e profundas que não há como sairmos incólumes deles. Espero que sim, espero que já tenha te acontecido isso, são experiências únicas. Claro, não é algo que qualquer leitura vá te proporcionar, pelo menos para mim, são raras. “Outlander”  foi uma delas.

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BEFORE SUNRISE and BEFORE SUNSET – Richard Linklater

“Celine : Todos esses casais esperam, depois de anos vivendo juntos, que a paixão, o desejo que consome, continue o mesmo do começo. Mas isto é impossível.” – Before Sunset, tradução nossa.

Fala povo! Dia dos namorados chegou e a equipe do Clube do Livro não podia deixar essa data passar em branco sem uma indicação de leitura maravilhosa, não é mesmo? No lugar de romances com quilos de açúcar caramelizado, escolhi trazer uma história de amor “real”, com todos os percalços que a vida inevitavelmente nos impões.

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O livro de hoje não é um livro, é um roteiro. Na verdade, dois.

Confuso? Nem tanto! Fica com a gente para descobrir!

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Rainha da Tempestade – Marion Zimmer Bradley

“Houvera um tempo na história do Comyn em que promovíamos uma reprodução seletiva, a fim de fixar esses dons em nossa herança racial; foi uma época de grande tirania e não um tempo de que nos lembremos com orgulho”(Lady Rohana – A corrente rompida)

rainha-da-tempestade-livroImagine um universo onde algumas pessoas, de uma determinada origem genética, possuam um “dom”, chamado de laran, que é capaz de lhes proporcionar “poderes” como: telepatia, presciência e voz de autoridade. Para desenvolver e aprimorar esse laran houveram programas de reprodução onde homens e mulheres eram selecionados minuciosamente para gerar descendentes fortes com o poder adequado.

Por conta desses programas de reprodução, os partos eram cada vez mais difíceis, o que acarretava, geralmente, na morte do bebê ou da mãe. Ainda somava-se o fato de que a criança que chegasse à vida adulta poderia morrer de uma “doença do limiar” (a transição da infância para a vida adulta). Em meio à tudo isso ainda existem reinos, soberanos e um sistema de “direito de nascimento”, o que para nós não é estranho. Significava que o rei precisa ter um filho homem legítimo para passar seus domínios, ou estará fadado ao caos.

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O Gigante Enterrado – Kazuo Ishiguro

“Aqueles que não se lembram do passado, estão condenados a repeti-lo” – George Santayana

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Livro editado pela Companhia das Letras, 2015.

Gigantes enterrados são uma constante nas obras de Ishiguro: um mistério à espreita, sendo descoberto a cada nova retirada de terra que se faz, página a página. Nesta história, o que temos é mais um exemplar da ousadia do autor em incomoda-nos, em tirar-nos do lugar comum, desta vez, tendo por protagonista a memória coletiva. E as consequências de perdê-la.

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Meu Pé de Laranja Lima — José Mauro de Vasconcelos

Ganhei esse livro em um encontro do Clube do Livro e, na primeira página, minha querida amiga e amante da literatura brasileira, Kah, teve a audácia de escrever a seguinte dedicatória:

“Este é com certeza o típico livro que você não deve e nem pode julgar pela capa, e muito menos pelo título… Este é um livro que vai mexer com seus sentimentos e apurar ainda mais a sua sensibilidade. Gostaria, enfim, de lhe propor um desafio: não chorar em nenhum momento do livro (uma coisa realmente impossível de ser feita)! Espero o resultado, heim?” (Kah)

Como pode me desafiar a não chorar!? 

Eu consegui manter o livro seco, mas não meus olhos…

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À espera de um milagre — Stephen King

Falar desse livro é bem prazeroso. Conheci a história anos atrás, quando assisti ao filme baseado na obra, e me apaixonei. Já adianto que é uma história digna de todas as lágrimas. Agora, anos depois, recebo esse lindo presente de meu amor: o livro. Fugindo ao estilo que consagrou Stephen King como um escritor de terror, essa maravilhosa trama coloca em evidência outras habilidades do autor, entre elas a de emocionar. Ambientada nos anos 30, em plena Depressão Americana, a história conta com um cenário de total desespero e sufoco: a Penitenciária de Cold Mountain.

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Não me abandone jamais — Kazuo Ishiguro

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Capa da 2º edição brasileira de Never let me go.

Internato de Hailsham, Inglaterra, 1978.

Crianças brincam em um ambiente idílico, com natureza exuberante e um excessivo incentivo às expressões artísticas, colecionismo e permutas.

As crianças de Hailsham são “especiais”.

Entretanto, descobrir o que esta pequena palavra, “especial”, pode significar neste romance retro/distópico do premiado autor Kazuo Ishiguro, o fará, inevitavelmente, irromper em lágrimas, provocando um desconforto existencial que poucas obras conseguem evocar.

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