Pó de Livro # 5 – É isto um homem?

Fala galera! Esse é o episódio 05 do Pó de Livro, podcast do blog Clube do Livro JF!
Chega mais e vem conversar com a Jovi, Emília, Lela e a convidada, Beatriz, sobre desumanização, Holocausto, os meandros da memória do trauma e os perigos do pensamento intolerante em “É isto um Homem?”, do químico e sobrevivente de Auschwitz, Primo Levi.

O papo está pesado, mas cheio de conteúdo. Aperta o play e vem discutir com a gente!

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Meu apetite por destruição, sexo, drogas e Guns N’ Roses – Steven Adler

“Por toda a minha vida miserável, não há um amigo, um membro da família ou uma oportunidade fantástica que eu não tenha colocado em um liquidificador e mutilado.” – Steven Adler

capa 2.jpgEsta consideração dramática e pessimista está na primeira página da autobiografia do baterista que fundou uma das bandas mais populares que se tem notícia: o Guns N’ Roses. O livro de Steven Adler é um misto estranho de informalidades e frases que, apesar de não tão bem escritas, são viscerais. Elas parecem ter, assim como o autor, uma necessidade premente de atenção e amor.

Mas como, com fama, dinheiro e os sonhos de todo músico realizado, Steven foi capaz de se sentir tão miserável a ponto de declarar isto nas primeiras linhas de seu livro?

Aumenta o som e bora descobrir.

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Treblinka: a revolta de um campo de extermínio — Jean-François Steiner

treblinka cover .jpg“It was death.” 

Essa sentença simples, resumida pela voz de Samuel Willemberg, último sobrevivente de um dos maiores campos de extermínio nazistas, resume muito do que senti lendo o livro controverso e assustador de Jean-François Steiner: morte.

Samuel, falecido em fevereiro deste ano, com 93 anos, resume, com sua afirmação, mais do que mortes de judeus. Podemos entendê-la como morte das relações humanas, da compaixão, morte da tolerância, morte das esperanças e de todas as pequenas cotidianidades e fundamentos que nos tornam seres humanos viventes. Um sofrimento a cada página virada, e um encontro devastador com um dos períodos mais terríveis da nossa história recente.

Bem-vindos a Treblinka.

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O menino que falava com cães — Martin Mckenna

“A minha convivência com os cachorros tinha me levado a pensar um pouco sobre como tinha sido minha convivência com os seres humanos. Por que as pessoas aparentemente tinham tanta dificuldade para compreender e aceitar os outros?”  — O MENINO QUE FALAVA COM CÃES

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Você pode chegar até esse livro por várias portas: pode ser uma pessoa que tem um monte de cachorros indisciplinados e quer saber qual é a mágica que Martin usa para entender a linguagem canina; ou então você pode ser apenas mais uma pessoa em busca de um livro fofo sobre o relacionamento entre seres humanos e animais; ou talvez você seja aquela pessoa que adora ler livros sobre infâncias, ou autobiografias.

Seja qual for a porta pela qual você entre, esse livro tem um grande potencial para te emocionar e surpreender. Por que? Bom, vamos descobrir!

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Vlad – a última confissão – C. C. Humphreys

“Decidi não julga-lo. Decidi mostrar o que ele fez e parar de me preocupar com seus motivos. Essencialmente, deixei-o ser quem ele foi, fosse o que fosse, colocar suas ações lado a lado com o registro de sua vida e com o contexto do lugar e época brutais em que viveu. Deixaria o leitor decidir.” –  C.C. Humpheys

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Um líder político sádico defende seu território do ataque do Império Otomano no século XV. Governando a província conhecida como Valáquia, “empalador” começou a ser uma palavra associada ao seu nome após aderir à essa prática cruel para punir seus inimigos.

Sangue? Realmente muito sangue foi derramado por ele. Mas não para servir de alimento. Aqui você vai esquecer as lendas que ouviu no livro de Bram Stoker para conhecer o verdadeiro Vlad Tepes, o Conde Drácula.

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Camille Claudel: uma mulher – Anne Delbeé

“Como Orfeu ela ousa afrontar os infernos”

 

” […] Pois o mais notável não era que fosse a irmã de Paul, a amante de Auguste Rodin, que fosse bela, e ‘louca’. Não, o que me impressionava, o que me impedia de fechar o livro era isto: ela era ESCULTORA”.

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Camille Claudel

 

Ela era escultora. A descoberta de Anne Delbeé, autora do livro que trago para vocês hoje, foi similar a minha quando me deparei com a figura de Camille Claudel: uma mulher que esculpia. Uma mulher que esculpia no século XIX.

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Um gato de rua chamado BOB – James Bowen

“Se pudesse haver o cruzamento entre a espécie humana e o gato, por certo melhoraria o homem, mas pioraria o gato”

Meu primeiro contato com o livro foi dando-o de presente para uma pessoa querida. Imaginava ser  sobre um gato, um dono e uma história linda e triste (como geralmente são as histórias que envolvem bichos de estimação).

A história de Bob não chega nem perto disso.

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