Desculpem o transtorno, precisamos falar sobre o dia do professor

“O ideal seria que os professores não se aposentassem.”

Foi com esse duvidoso elogio, proferido recentemente pela jornalista Miriam Leitão, que comecei a escrever um daqueles textões no Facebook.

Não estou entre as pessoas mais ativas das redes sociais. Não tenho Twitter. Jamais respondo ao “bom dia” nos grupos do WhatsApp. O Facebook, no entanto, frequentemente me serve de espaço para dizer aos amigos o quanto estou satisfeita ou insatisfeita com alguma coisa, sempre que essa coisa também possa ser relevante para eles.

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Como os livros eram encadernados antes da Revolução Industrial?

Disclaimer: Os nomes das partes do livro que eu coloquei aqui foram a minha tradução dos termos que são falados no vídeo. Para saber os nomes em português consulte o Matematicando.

Os livros de hoje são produzidos em massa por equipamentos automatizados. Porém, antes da mecanização da industria, páginas de livros eram unidas a mão, as capas eram feitas uma a uma, de forma bastante meticulosa, por talentosos artesãos no ofício da fabricação de livros.

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Treblinka: a revolta de um campo de extermínio — Jean-François Steiner

treblinka cover .jpg“It was death.” 

Essa sentença simples, resumida pela voz de Samuel Willemberg, último sobrevivente de um dos maiores campos de extermínio nazistas, resume muito do que senti lendo o livro controverso e assustador de Jean-François Steiner: morte.

Samuel, falecido em fevereiro deste ano, com 93 anos, resume, com sua afirmação, mais do que mortes de judeus. Podemos entendê-la como morte das relações humanas, da compaixão, morte da tolerância, morte das esperanças e de todas as pequenas cotidianidades e fundamentos que nos tornam seres humanos viventes. Um sofrimento a cada página virada, e um encontro devastador com um dos períodos mais terríveis da nossa história recente.

Bem-vindos a Treblinka.

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Cinco livros da Cosac Naify para comprar antes de (a editora) morrer

Foi com grande tristeza que os leitores brasileiros receberam, em novembro de 2015, a notícia do fechamento da Cosac Naify. A editora, popular principalmente entre os estudantes e profissionais de artes, design e arquitetura, ficou conhecida pelos livros técnicos dessas áreas e pelas edições luxuosas e cuidadosamente trabalhadas de clássicos da literatura mundial. Atualmente, o estoque remanescente da Cosac Naify está disponível somente no site da Amazon. Alguns títulos chegaram a desaparecer por um tempo do mercado, pois aqueles que iam se esgotando não estavam sendo republicados. Felizmente, a Amazon percebeu a lacuna deixada por essas obras e tem providenciado reedições de vários dos títulos mais procurados da Cosac. Sorte nossa, mas não sabemos por quanto tempo. =/

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Personagens fictícios inspirados em pessoas reais: O conde Drácula

Fala galera!

Nessa semana tivemos uma resenha da Jovi sobre Vlad – a última confissão,um livro que conta a história, sem firulas, do homem por trás do mito do vampiro mais famoso da história: o conde Drácula. Ainda não conhece o livro de C.C. Humphreys? Confira a resenha da Jovi >aqui<.

Pra quem ficou interessado nesse ser, criatura ou homem que viveu a tanto tempo atrás e ainda vaga em meio ao imaginário de tantas pessoas, trouxemos uma matéria especial para essa sexta! Hoje vamos falar de Vlad III, príncipe da Valáquia.😈

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Personagens fictícios inspirados em pessoas reais: Alice Pleasance Liddell

Você já se imaginou andando por ai e dar de cara com ninguém mais ninguém menos que… Lord Voldemort?

Loucura né? Definitivamente, se Voldemort fosse real isso não seria um bom sinal, por motivos óbvios. Mas fiquem tranquilos, nós não viemos aqui trazer essa estranha notícia e falar por ai sobre aquele que não deve ser nomeado…

Para aqueles que adorariam que as histórias dos livros tomassem vida! Eis uma revelação:

*** Muitos autores inspiram suas histórias em eventos e pessoas cotidianas*** 😀

O que significa que dentro de cada um de nós, existe o potencial para ser o herói 😎 ou o vilão 😈 de nossas próprias histórias! (eu espero que vocês escolham o lado da Luz, apesar de Darth Vader ser estiloso)

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As matérias “Personagens fictícios inspirados em pessoas reais” apresentaram ao leitor pessoas reais, que fizeram parte da vida dos nossos queridos autores

Hoje vamos começar por uma menina nascida no século XIX, que, junto com suas irmãs, inspirou um matemático a produzir um dos livros infantis mais conhecidos da história.

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Morgana das Fadas: vilã ou protagonista?

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Morgana Pendragon. Arte de Emily Balivet

Morgana é fada? Ela é bruxa? A irmã do famoso rei Artur Pendragon tem sua fascinante personalidade sendo construída ao longo dos anos em uma rede das mais diversas interpretações.

Poderosa, melancólica ou temida, seja qual for a versão, ela é encantadora. E misteriosa! Quer conhecer mais sobre Morgana das Fadas de Avalon? Vem com a gente que o tema é bom!

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E o Oscar vai para…..

Sabe aquele livro que você ama e de repente descobre que foi adaptado para o cinema? Ou aquela lista de filmes do Oscar que estão concorrendo a melhor roteiro adaptado e vem das páginas de um livro que você nem sabia que existia antes?

Pois é, o cinema e a literatura se misturam e um monte de obras estão disponíveis para serem vistas, ou lidas. Mas quais as diferenças? O livro é melhor que o filme ou nem vale a pena passar nas livrarias depois da sessão pipoca?

Trouxemos três exemplos de livros/filmes para discutir com vocês, melhores leitores!

(puxamos o saco mesmo! 😛 )

Vem conferir!

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A invenção de Gutenberg

Como uma máquina pode mudar sua forma de comunicar?

“Há uma noção de Início da Idade Moderna que, enfatizando acontecimentos famosos como a descoberta do Novo Mundo ou a invenção da imprensa, subsume os movimentos e as mudanças que criaram a impressão de ‘deixar para trás’ o que fora até então chamado de ‘Idade das Trevas’.” (GUMBRECHT, Modernização dos sentidos, p. 9)

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Johannes Gutenberg

Em 1450 o inventor Johannes Gutenberg se via diante de um problema: não havia formas de impressão como conhecemos hoje. Já imaginou isso? Não conseguir imprimir rapidamente aquele documento para o trabalho, ou mesmo um livro! Nossos amados livros…

Pois é. Esse sujeito alemão resolveu que solucionaria o problema! (ufa!)

Inventou a técnica de impressão de tipos móveis, que tornou possível reproduzir livros em grandes volumes, com custo e tempo muito menor do que o da reprodução manual. Essa invenção não apenas mudou a técnica de reprodução dos livros, mas também toda uma forma do homem se relacionar com o mundo, de se comunicar e de reproduzir conhecimento!  Você deve estar se perguntando agora: “O que diabos é essa tal de impressão de tipos móveis?”, não é? A gente explica!

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