Once Upon a Cloud — Claire Keane

Hoje é dia de fofura no C.L.! Quem disse que adulto não pode ler livro ilustrado infantil?! Pode sim senhor! E hoje se prepara porque a dica é a coisa mais fofa do mundo: vamos viajar nas nuvens com uma garotinha que só queria encontrar um presente especial para sua mãe. Quem está a bordo?

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Capa do livro Once Upon a Cloud, de Claire Keane.

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O Sol é Para Todos — Harper Lee

“Queria que você a conhecesse um pouco, soubesse o que é a verdadeira coragem, em vez de pensar que coragem é um homem com uma arma na mão. Coragem é fazer uma coisa mesmo estando derrotado antes de começar — prosseguiu Atticus. — E mesmo assim ir até o fim, apesar de tudo.” (p. 143.)

Essa passagem ilustra uma das partes mais bonitas do livro e, na minha opinião,  a essência de toda a história.

A vida dos personagens Atticus, Jem, Dill e de todos os moradores da pequena cidade de Maycomb é narrada pela esperta e maravilhosa menina Scout. Eles vivem no início dos anos 30, nos Estados Unidos, uma época em que negros e brancos são vistos de forma beeem diferentes…

O enredo do livro gira em torno dos sentimentos e opiniões dos moradores sobre o julgamento de um negro acusado de estuprar uma branca. Atticus, pai de Jem e Scout, é o advogado designado para atuar na defesa do rapaz.

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Ao pegar o livro para ler, acreditei que seria algo que giraria apenas em torno do preconceito racial e uma disputa judicial. Não digo que não é sobre isso, mas é muito mais. Continuar lendo “O Sol é Para Todos — Harper Lee”

Todo Dia — David Levithan

Imagine que cada dia de sua vida você acordasse no corpo de outra pessoa. O que você faria?

Emília: “Esse livro é diferente de tudo o que você já leu na sua vida, pode ter certeza absoluta!”

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O Mágico de Oz — L. Frank Baum

Tortinha de maçã com chocolate

capaozColocando um pouco mais de açúcar nesse blog, hoje vou falar da minha experiência atual com o clássico infantil O Mágico de Oz, de Lyman Frank Baum. Meu contato inicial com o mundo de Oz foi formado pelo cinema e TV. Assistia a interpretação de Judy Garland como Dorothy e, particularmente (muito particularmente), sempre sentia um soninho, mas também me encantava, principalmente  com sua voz angelical interpretando Somewhere over the rainbow.

Mas então, vamos falar do livro? Esqueça todas as referências sobre Oz que você absorveu nesse mundo cinematográfico, porque, afinal, a literatura é uma outra linguagem, vaga em um outro universo…

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Rainha da Tempestade – Marion Zimmer Bradley

“Houvera um tempo na história do Comyn em que promovíamos uma reprodução seletiva, a fim de fixar esses dons em nossa herança racial; foi uma época de grande tirania e não um tempo de que nos lembremos com orgulho”(Lady Rohana – A corrente rompida)

rainha-da-tempestade-livroImagine um universo onde algumas pessoas, de uma determinada origem genética, possuam um “dom”, chamado de laran, que é capaz de lhes proporcionar “poderes” como: telepatia, presciência e voz de autoridade. Para desenvolver e aprimorar esse laran houveram programas de reprodução onde homens e mulheres eram selecionados minuciosamente para gerar descendentes fortes com o poder adequado.

Por conta desses programas de reprodução, os partos eram cada vez mais difíceis, o que acarretava, geralmente, na morte do bebê ou da mãe. Ainda somava-se o fato de que a criança que chegasse à vida adulta poderia morrer de uma “doença do limiar” (a transição da infância para a vida adulta). Em meio à tudo isso ainda existem reinos, soberanos e um sistema de “direito de nascimento”, o que para nós não é estranho. Significava que o rei precisa ter um filho homem legítimo para passar seus domínios, ou estará fadado ao caos.

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À espera de um milagre — Stephen King

Falar desse livro é bem prazeroso. Conheci a história anos atrás, quando assisti ao filme baseado na obra, e me apaixonei. Já adianto que é uma história digna de todas as lágrimas. Agora, anos depois, recebo esse lindo presente de meu amor: o livro. Fugindo ao estilo que consagrou Stephen King como um escritor de terror, essa maravilhosa trama coloca em evidência outras habilidades do autor, entre elas a de emocionar. Ambientada nos anos 30, em plena Depressão Americana, a história conta com um cenário de total desespero e sufoco: a Penitenciária de Cold Mountain.

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O Exorcista — William Peter Blatty

O Exorcista é uma das obras de terror mais conhecidas no mundo, escrita pelo autor  William Peter Blatty, e lançado originalmente em 1971.

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San Francisco de Borja y el moribundo impenitente. Pintura de Goya, 1788.

 

O livro teria sido baseado nos registros de um caso real, alegadamente realizado em Mount Rainier, no estado de Maryland, EUA. O jornal The Washington Post, e supostamente outros periódicos locais, relataram o discurso de um padre feito numa sociedade de parapsicologia amadora, no qual ele teria afirmado haver exorcizado um demônio em um menino de 13 anos de idade.

O sofrimento teria durado cerca de seis semanas, findando em 19 de abril de 1949…

Realidade aterrorizante ou ficção?

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A Busca Onírica por Kadath — H.P. Lovecraft

No verso do livro, lê-se assim: “a Busca Onírica por Kadath pertence ao Ciclo dos Sonhos e é protagonizada por Randolph Carter, o alterego de Lovecraft. Depois de sonhar três vezes com uma fabulosa cidade ao pôr do sol e de três vezes acordar sem ter contemplado a grandeza do maravilhoso panorama criado por sua fantasia, Randolph Carter resolve buscar a permissão dos deuses da terra para visitar a cidade resplandecente. Para tanto, mergulha no mundo dos sonhos e empreende uma longa jornada repleta de perigos em busca de Kadath na desolação gelada — embora nem mesmo as estranhas criaturas que habitam as terras oníricas tenham certeza à existência do lugar”.

Howard Phillips Lovecraft foi um escritor estadunidense. Nasceu no ano de 1890 e morreu no ano de 1937, aos 46 anos de idade. Durante sua vida, não fez muito sucesso, atraindo poucos leitores ao seu gênero de terror cósmico. Mas, ao passar dos anos, é considerado um dos escritores mais influentes do século XX.

A obra de Lovecraft teve e ainda tem uma grande influência nos dias de hoje. Talvez dois dos exemplos mais famosos sejam Conan e Supernatural. Mas estou aqui hoje para falar de uma obra específica, A Busca Onírica por Kadath.

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O que devo fazer da minha vida? – Po Bronson

Nessas últimas semanas, passei por um momento muito tenso. E, em relação aos meus sentimentos, às minhas ideias e ao que acredito, tomei certas decisões que, para muitos é uma completa loucura, para outros uma coragem.

2014-01-16-shutterstock_114318994-thumbO limite entre a loucura e a coragem é como uma corda bamba, é preciso ter coragem para tomar decisões. E se ser louco é pensar fora do modo habitual, é preciso ser louco para pensar que fora daquela corda bamba há um novo espaço. No momento, sinto-me mais louca. Meu ponto de fuga me traz mais incertezas do que certezas, mas aquele momento anterior não se parecia com um ideal de vida.

“[…] porque, para mim, pessoas mesmo são os loucos. Os que estão loucos para viver, loucos para falar, loucos para serem salvos, que querem tudo ao mesmo tempo agora […]” (Jack Kerouac)

Isso tudo me fez lembrar de um livro que li a muito tempo. Não é um estilo de leitura que me atrai e, naquela época, eu nem gostava de ler. Mas como recebi de presente, e senti a obrigação de tentar, fora que, naquela época, o título me pareceu atrativo – O que devo fazer da minha vida?

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Pandora – Anne Rice

“[…] Escreva sobre o tempo em que você vivia, o tempo em que você e Marius se encontraram, escreva o que quiser de Marius. Mas é a sua história que eu mais quero.” – PANDORA, p.20.

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Capa lindona da editora Rocco para o livro “Pandora”

Que Anne Rice, autora de livros como “Entrevista com o Vampiro” e “A Rainha do Condenados“, é uma diva literária quando o assunto são os bebedores de sangue, isso é fato conhecido. O que ainda precisávamos conhecer, é a força irresistível de uma de suas protagonistas vampiras  (sim, com “a” no final!). O resultado é de se aplaudir de pé!

Nunca leu nada da moça? Quando ouve a palavra “Lestat” nada te vem em mente? Nem Tom Cruise? Calma! Apesar de ser um dos mais de 10 livros que a Anne escreveu para suas “Crônicas Vampirescas”, você pode ler “Pandora” de boa, sem medo de ser feliz, e entender tudinho. “Como isso é possível Jovi?”

Vamos descobrir!

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