O Demonologista — Andrew Pyper

“Este é o caso mais convincente para provar — mais convincente que qualquer um da própria Bíblia — que o inferno é real. Não um fosso escaldante, não um lugar acima ou abaixo de nós, mas em nós, um lugar em nossa mente. Conhecer-nos a nós mesmos e, em troca, suportar a eterna lembrança de nossa solidão. Ser banido. Vagar sozinho. Qual é o verdadeiro fruto do pecado original? Individualidade!”

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O livro conta a história de David Ullman, professor universitário especializado na figura do demônio. Por toda a sua vida, diz que desde sempre sentia que a escuridão estava presente, mas, no nascimento de sua filha, ela tinha se afastado um pouco. Quando a menina começa a dar seus primeiros passos, porém, lentamente as trevas voltam.

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Tudo em sua vida seguia o mesmo ritmo de sempre até que uma mulher misteriosa, muito magra — característica que o incomoda muito —, que também parece conhecer a fundo a obra de Milton, o convida para ir a Veneza com todos os gastos pagos, ver um fenômeno e dar seu parecer sobre.

“Tem sido uma maneira engraçada (os devotos podem até chamar de hipócrita) de ganhar a vida: passei minha carreira dando aulas sobre coisas nas quais não acredito. Um ateu estudioso da Bíblia.”

Por mais que seja cético, David acaba indo, e leva consigo a filha. Ao chegar em Veneza, algo lhe diz que não foi uma ideia tão boa levá-la nessa misteriosa viagem. O que ele verá lá o fará questionar suas crenças, tudo aquilo o que tinha como verdade e até sua própria lucidez.

Apesar do título, não espere encontrar uma história de terror aqui. Você irá se deparar com um suspense psicológico que flerta, vez ou outra, com o terror. Também não espere a versão de demônio com a qual estamos acostumados: aqui você irá se encontrar com um ser vil e traiçoeiro, que pode ser qualquer um, o que te levará a ter calafrios na espinha e adiciona mais emoção à trama.

No início do livro, tive a sensação de encontrar elementos de filmes recentes que envolvem exorcismo, e fiquei com medo de ver mais do mesmo. O enredo conversam muito com as aventuras de Robert Langdon, o que é positivo, pois você pega fôlego e não consegue parar, mas também esbarra no lado negativo do personagem, em que a realidade passa longe de trechos de sua trajetória.

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Devo dizer que esperava mais do livro, mas, ainda assim, super-recomendo a leitura. O final não é aquela coisa espetacular, mas não se solta do nosso pensamento por um bom tempo, e nos faz questionar algumas coisas…

Ah! E não posso deixar de dizer que a edição da Darkside é incrível!!! yZSgXntN

“O Apocalipse é uma visão do futuro do homem.”

Sobre o autor…

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Pyper tinha estabelecido o objetivo de ter um livro publicado antes de completar trinta anos. Sem o conhecimento de Pyper, seu editor na Quarry, Steven Heighton, enviou uma série de suas histórias curtas para John Metcalf, editor da canadense The Porcupine’s Quill. Para deleite de Pyper, Metcalf os publicou em um volume intitulado Kiss Me, lançado em outubro de 1996. Autor de sete obras e colecionador de elogios de críticas internacionais, Pyper ministra cursos de escrita criativa na Universidade de Toronto.

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Emília

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