À espera de um milagre — Stephen King

Falar desse livro é bem prazeroso. Conheci a história anos atrás, quando assisti ao filme baseado na obra, e me apaixonei. Já adianto que é uma história digna de todas as lágrimas. Agora, anos depois, recebo esse lindo presente de meu amor: o livro. Fugindo ao estilo que consagrou Stephen King como um escritor de terror, essa maravilhosa trama coloca em evidência outras habilidades do autor, entre elas a de emocionar. Ambientada nos anos 30, em plena Depressão Americana, a história conta com um cenário de total desespero e sufoco: a Penitenciária de Cold Mountain.

a-espera-de-um-milagre-edicao-especial9Em 1932, Paul Edgecombe 👮 trabalhava na Penitenciária de Cold Mountain. Mais precisamente no bloco E, conhecido como Corredor Verde — o Corredor da Morte. Lá, ele conheceu o gigante John Coffey — como o que se bebe com leite, só que se escreve diferente —, condenado por estuprar e matar duas crianças. John, um negro enorme, foi encontrado com os corpos de duas pequenas irmãs  no colo. Em uma sociedade “nada racista”, nem teve direito a um julgamento digno, que provavelmente seria dado a um branco, e foi condenado pela morte das garotinhas. Desde o início, Paul acredita que tem algo errado na história do grandalhão. Durante todo o enredo, pude me pegar rezando para que Coffey, de alguma forma, se livrasse da velha Fagulha.

Coffey está sempre chorando e falando coisas que não fazem sentido. Porém, com o passar do tempo, uma série de coisas acontecem e Paul acaba por descobrir um dom mágico de grandão: o poder da cura.

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A partir disso, Paul percebe que todas as atitudes do condenado indicam  uma pessoa extremamente bondosa e de bom coração, sem entender muito da realidade do mundo, mas se esforçando pra ajudar sempre que pode. Considerando tudo isso, começa a suspeita de que Coffey, na verdade, não é o culpado pelo assassinato e o estupro das gêmeas Detterick, apesar de ter sido encontrado com ambas nos braços.

Um fato que preciso enfatizar aqui é que toda vez que John consegue realizar seus milagres, ele solta o “ruim” que está dentro das pessoas, e elas voltam a ficar normais. O salvamento da mulher do diretor do presídio e do rato Sr. Guizos são fatos que me levaram a encher os olhos de lagrimas, antes e agora.

Paralelamente à história de John, vamos conhecendo vidas de outros condenados e, por infelicidade do destino, ou não, o verdadeiro estuprador das meninas também vai parar em Cold Montain.

Uma trama cheia de mistérios, amor, e de uma torcida do início ao fim pela vida e pela alma de Coffey.

Superindico a leitura e, logo em seguida, o filme baseado no livro. É bem fidedigno, uma das melhores adaptações que já assisti e que ilustra com muita maestria a linda história da penitenciária e de seu anjo de ébano.

five stars

Emília

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