Camille Claudel: uma mulher – Anne Delbeé

“Como Orfeu ela ousa afrontar os infernos”

 

” […] Pois o mais notável não era que fosse a irmã de Paul, a amante de Auguste Rodin, que fosse bela, e ‘louca’. Não, o que me impressionava, o que me impedia de fechar o livro era isto: ela era ESCULTORA”.

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Camille Claudel

 

Ela era escultora. A descoberta de Anne Delbeé, autora do livro que trago para vocês hoje, foi similar a minha quando me deparei com a figura de Camille Claudel: uma mulher que esculpia. Uma mulher que esculpia no século XIX.

Não é preciso conhecer a história desta artista previamente para se emocionar com suas obras. Basta vê-las para chegar até suas frustrações mais íntimas, para tocar seu coração conturbado: um casal que se funde em um abraço melancólico; mãos de amantes que se enlaçam de forma tão expressiva que parecem falar; uma valsa entre vida e morte que parece conduzir a um abismo de sentimentos, a um desequilíbrio visual pungente; uma suplicante que estende as mãos débeis ao observador.

E suplicante ela foi. Mas uma suplicante diante da qual é impossível se tornar indiferente.

A ARTISTA

“- Uma modelo escultora? – Não, uma escultora.” – Camille Claudel: uma mulher

Nascida em 1864 na cidade francesa de Villeneuve, Camille Claudel torna-se a primeira filha do casal Luis – Prosper Claudel e Louise Athénaise Cerveaux. Filha de um funcionário público e uma mulher conservadora, Camille apresentou desde tenra idade uma habilidade incomum com a modelagem.

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Sakountala, Camille Claudel, 1888.

Vivendo suja de barro e irriquieta em seu mundo particular e imaginativo, Camille produziu uma série de bustos dos membros da casa, como o de uma velha empregada, dos pais e de seu querido irmão mais novo, Paul Claudel.

Percebendo a aptidão inegável da filha, Luis-Prosper, a despeito das negativas da mãe de Camile, muda-se para Paris em uma carroça alugada, afim de ampliar a visibilidade e educação artística da jovem escultora. É em Paris que ela conhece Rodin.

O famoso artista que assina obras como O Beijo e Pensador, viveu um tórrido, comovente e destrutivo romance com Camille, onde a criação da obra de ambos se misturava irreversivelmente. A ligação apaixonada formou um triângulo protagonizado por Rodin, Camille e Rose, a parceira não oficializada, resultando em escândalo social, repúdio da família e uma possível paranoia.

Lutando pelo reconhecimento em um ambiente conservador que relegava ás mulheres apenas a casa e uma vida dedicada à maternidade, Camille foi injustamente acusada de ser a sombra do mestre famoso. Enquanto trabalhava em obras que o amante assinava sozinho, pouco tempo lhe sobrava para agir criativamente por si mesma.

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O Beijo, Auguste Rodin, 1886.

De espírito independente, amargou ao longo do processo doloroso que foi sua luta por autonomia emocional e profissional: o abandono de Rodin, um aborto, o escárnio da crítica, a falta incontornável de recursos financeiros e o cerceamento final de sua liberdade com uma internação perpétua em uma casa de saúde onde morre em 1943.

“Caí no abismo. Vivo num mundo tão curioso, tão estranho.
Do sonho que foi a minha vida, este é o pesadelo.” – Carta do AsiloCamille Claudel

O chão escondido pelos pedaços de esculturas destruídas por ela. As janelas fechadas à corrente. A artista doente, abandonada por todos. Por todos esquecida. Em 10 de março de 1913, uma semana após a morte do pai, Camille é internada em Ville-Evrard.

“É preciso evitar o escândalo”, dizia Paul.

Em seu livro “Minha História das Mulheres“, a historiadora Michelle Perrot afirma:

“Para Kant, a mulher é a casa. O direito doméstico assegura o triunfo da razão; ele enraíza e disciplina a mulher, abolindo toda a vontade de fuga. Pois a mulher é uma rebelde em potencial, uma chama dançante, que é preciso capturar, impedir de escapar” (PERROT, 2012, p.135).

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Camille Claudel, possivelmente grávida, 1885.

Bruxelar como uma “chama dançante”, como o fez Camille, era um escândalo. Um escândalo que era preciso evitar.

Ao dar a luz por meio da escultura, ao modelar seu corpo de acordo com suas paixões pessoais e não impostas, Camille afrontava um sistema de poder e uma estrutura social que não podia aceitar tamanha insurreição desviante. Apesar de sua rebeldia consistir apenas no fato de ser o que ela queria ser, isso já bastava para desestabilizar um equilíbrio pernicioso e limitador ancorado em preconceitos de gênero. Como nos diz Foucault em “A História da Sexualidade: a vontade de saber“, A  resistência atua com  pequenas  rupturas,  pontos,  que  por sua vez

 “(…) introduzem na sociedade clivagens que se deslocam, rompem unidades e suscitam reagrupamentos, percorrem os próprios indivíduos, recortando-os e os remodelando, traçando neles, em seus corpos e almas, regiões irredutíveis” (FOUCAULT, 1988, p.30).

Por 30 anos as mãos de Camille acariciaram o vazio nas paredes  das casas para loucos em que ela esteve. Nunca mais esculpiu. Nunca foi visitada pela mãe. Consumiu-se na certeza de seu gênio incompreendido, na paranoia de ser perseguida por Rodin e um bando de possíveis asseclas do artista.

“Desde a sua infância a escultura era a rebelião que ela empreendia. No fundo daquele quarto distante onde a tinham deixado, a escultura tornava-se a liberdade que lhe restava de dizer NÃO. Com seus dez dedos mudos ela resolvera criar a sua Ausência. Para sempre? Como Orfeu, ela ousava afrontar os Infernos…” – Camille Claudel: uma mulher

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Camille Claudel, 1929.

Acerca da possível doença persecutória desenvolvida por Camille, o médico psiquiatra Adrian Gramary integra, em seu excelente artigo intitulado “Camille Claudel, a suplicante – reflexões sobre um caso de paranóia”, a fala do escultor Brancusi a respeito dos germens que teriam levado às ideias de perseguição de Camille:

“’À sombra das grandes árvores não cresce nada.’ Não sabemos até que ponto Rodin não se terá aproveitado de forma imprópria das criações de Camille, para as incorporar nas suas obras, funcionando alguma destas injustiças como o grão de areia para a ostra, transformando-se no núcleo a volta do qual se foram depositando gradual e lentamente as camadas de nácar, até formar-se a pérola negra do delírio” (BRANCUSI apud GRAMARY, 2008, p.50).

Condenada ao esquecimento por anos a fio, a obra da escultora francesa Camille Claudel começa a ressurgiu nos anos 1980, onde o primeiro catálogo articulado pelo museu Rodin sobre as suas obras surge, bem como uma adaptação cinematográfica de sua vida dirigida por Bruno Nuytten e estrelado por Isabelle Adjani e Gérard Depardieu. Em 2013, outro filme foi feito: Camille Claudel 1914. Dirigido por Bruno Dumont com Juliette Binoche no papel principal, a película francesa foca os anos de internação da artista.

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Isabelle Adjani e Gérard Depardieu como Camille e Rodin.

No entanto, pessoalmente, acredito que a obra definitiva que resgata em toda excelência e pujança a figura de Claudel para a vida, aquela que abre as portas da clausura e a resgata para a luz é, sem dúvida, o livro de Anne Delbeé.

O LIVRO

“Lá está ela, sem livros, sem barro, sem braço. A camisa de força.” – Camille Claudel: uma mulher

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Anne Delbeé

Delírio. É assim que começa o livro de Anne Delbeé. Em pleno delírio. E não é narrado de maneira a poupar o leitor, não. Ele sequestra-nos, não nos convida. A escrita nos faz imergir irremediavelmente. A escritora nos faz sentir com o deve ter sentido Camille, o que causa, obviamente, um susto inicial.

E um deslumbramento.

Entramos no mundo onírico e insuportavelmente triste de Camille. Confesso que se demora um breve momento para se acostumar com a sensação movediça de seu terreno, instável, poético. Mas é impossível não estar completamente apaixonado pela leitura a cada nova virada de página.

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Clotos, Camille Claudel, 1897.

A primeira Camille que conhecemos é a velha, a esquecida no hospício. Ela tenta agarrar-se aos lençóis como tenta fazer com sua memória, apegando-se a passagens desconexas para o leitor, fugindo de qualquer cronologia nessas primeiras linhas. A escrita é tão sensível e apaixonada que percebemos o envolvimento particular da autora com a história de Camille. Será preciso sermos capturados por esse encantamento, e Anne consegue fazer disso uma experiência literária única, que nunca antes eu havia tido a oportunidade de conhecer.

“Lassidão e sobressalto, recusa, quando é preciso confessa-se vencida, e, no entanto, ela já sabe que aos olhos do mundo, será sempre o eco triste do ser amado.” – Camille Claudel: uma mulher

O livro intercala a narração da vida de Camille – como disse anteriormente, por uma técnica tão única que eu não saberia descrever – com excertos de cartas escritas pela escultora do asilo. Extremamente comoventes, elas nos lembram da condição final de seu destino a cada capítulo vencido. Entre os momentos cruciais, a autora nos coloca diante da visão da Camille agonizante, como se o livro fosse um mar infinito de lembranças que a acometem no fim.

“[…] Quanto a mim, estou tão desolada que não [ilegível] uma criatura humana. Não posso mais suportar os gritos de todas essas criaturas, isso me parte o coração. Deus, como eu gostaria de estar em Villeneuve! Não fiz tudo o que fiz para acabar meus dias internada em uma casa de saúde, eu merecia outra coisa…” – Carta do AsiloCamille Claudel

Ao começar pelo desfecho, a autora já nos impõe a melancolia a contrastar com a impetuosidade solar de Camille. Percebo que as memórias de seu desabrochar como artista e mulher são lúcidas, palpáveis, fortes. Quando o abandono se instala, a imagem da personagem  foge, nubla-se, se torna instável como ela o foi em vida. A Camille sorridente, de grandes olhos vivos e que poderia dar vida ao mundo some. Murcha.

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A Valsa, Camille Claudel

A relação com Rodin é construída de maneira muito delicada e consciente. Mostra-nos como Rodin confere à Camille uma eficiente válvula de escape, o adubo criador e o veneno que com ele vem embutido. Em Rodin, Camile encontra a vida sublime e a morte solitária e lenta. As cenas de sexo entre os dois são narradas de maneira alucinada. Delírio, morte e paixão. Uma fusão quase mágica que a autora consegue transpor por meio de um texto muito potente.

“Ele sente o corpo todo naquele beijo que lhe toma o coração. Ela se agarra, cola-se a ele, dá-lhe a eternidade – e desaparece.” – Camille Claudel: uma mulher

O leitor é capaz de sentir a modificação, irreversível, que se dá na vida e obra de Camille quando ela se deixa fundir sexual e espiritualmente à Rodin. Um mérito incrível da escritora que não nos cabe compreender tecnicamente. Apenas sentir.

“A dama ilustre que há pouco ainda falava, já não é.” – Camille Claudel: uma mulher

As passagens misturam-se às memórias, muitas delas pequenos traços fugidios do cotidiano, como por exemplo em:

“Ela gosta do sorriso dele, que lhe revira as entranhas, como os bolos de Villeneuve.” – Camille Claudel: uma mulher

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A Idade Madura, Camille Claudel, 1894 – 1905

Algumas frases se repetem na narrativa, endossando a ideia de pensamento incessante na cabeça do personagem. Isso acaba por fazer com que tais ideias se tornem obsessivas também para nós. Anne brinca com as palavras, as torna pungentes, mágicas. Ela consegue nos conduzir para dentro do sentimento que ela quer transmitir.

Ela não apenas diz, não apenas mostra com a escrita. Ela atinge certeiramente seu coração.

Diversas conversas entre Rodin e Camille são de uma poesia tão linda, que precisei ler duas, três vezes. Anotar, fazer comentários. Aplaudir com os olhos a desenvoltura dessa autora.

“Minha pedra negra de amor sonoro, sabe o que Miguel Ângelo acrescentava: só são boas as obras que podemos fazer rolar do alto de uma montanha sem que nada se quebre; tudo que se quebra numa queda desse tipo é supérfluo. Você é dessa estirpe. Nada a quebrará. Por mais alta que seja a montanha. Você é talhada numa matéria eterna.” – Camille Claudel: uma mulher

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Busto de Paul Claudel, Camille Claudel, 1912.

Tenho que ressaltar outro ponto bastante interessante dessa leitura: a cadência perfeita na construção de diálogos. É possível se sentar à mesa de jantar com a família Claudel, tocar a mão de Paul durante as brincadeiras infantis que ele e Camille protagonizavam. São muito fluidas. A marcha da leitura, apesar de não ter o ritmo cronológico normal, “seguro”, é brilhante. Os temas e acontecimentos se sucedem com rapidez, quase que no ritmo com o qual nos lembramos de memórias queridas. Esse é o compasso da autora: o ritmo da lembrança de memórias.

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Auguste Rodin

Não sabemos ao certo o que é sonho. Descobrimos com Camille. Com ela sofremos as dores e pequenas felicidades concedidas pela vida que uma escultora poderia ter nos anos finais do século XIX.

O texto funde, primordialmente três elementos: as cartas suplicantes de Camille,  a poesia de Paul Claudel e as esculturas. Paul, Camille e Rodin. Uma tríade simbiótica comovente.

Algumas passagens construídas por Delbeé parecem formar, em tempo real, os pensamentos de Camille. As cartas do Asilo escritas pela artista, às vezes dão um tom quase autobiográfico. Sentimos que é como se os pensamentos da escultora fossem os autores deste livro. Impressiona, mas não conseguimos parar muito para analisar durante a leitura. Ela corre, tem pressa.

“DEFEITO” DE GÊNERO

“Você esculpe como um homem. Não se preocupe, você vai vencer.” – Camille Claudel: uma mulher

A condenação de Camille e a sentença que a acompanhou até os dias finais de sua internação parecem ter começado no dia mesmo de seu nascimento. Ao vir para o mundo como “mulher”, já se aplicavam a ela toda a sorte de expectativas limitadas que a época concedia ao feminino.

Ao se desviar das regras sociais vigentes, Camille tornou-se uma  outsider, no sentido atribuído a esta palavra pelo pesquisador Howard S. Becker em seu livro “Outsiders: estudos de sociologia do desvio. Para Becker, o outsider é aquele indivíduo que se move para fora das regras estabelecidas por grupos sociais dominantes. Essa rotulação se dá através da forma como os demais vêem seu comportamento:

“(…) o desvio não é uma qualidade simples, presente em alguns tipos de comportamento e ausente em outros. É antes o produto de um processo que envolve reações de outras pessoas ao comportamento” (BECKER, 2009, p.26).

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Camille Claudel esculpindo Niobe Ferida.

O século XIX consagrou a escultura como uma prática majoritariamente masculina. O casamento era a finalidade da mulher. A casa seu santuário, seu reduto. Camille rompeu com todos estes pilares. Era uma figura desviante.

O texto de Anne Delbeé mostra uma mulher forte mas quebrada pela necessidade de iluminar, sozinha, um caminho ainda não desbravado. De enfrentar como pôde, tudo e todos para ser quem sempre quis ser. Apesar do “defeito” de gênero.

Este “defeito” ainda se faz presente, vela, encobre, marca e corrompe milhares de mulheres condenadas até hoje por simplesmente nascerem mulheres. Percebemos isto abertamente ao observarmos os comentários sexistas que partem das mais diversas fontes: cotidiano, mídia, redes sociais e política.

Camille era escultora a despeito da ironia, da loucura, da solidão.

UM ESTADO DE DEVIR

Nos anexos do livro, temos um artigo do admirador e crítico de arte Mathias Morhardt em que ele alude ao movimento nas obras de arte. Valendo-se das palavras  de Camille, expõe o pensamento da artista, que diz:

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Perseu e Medusa, Camille Claudel, 1902.

“[..] a roda imóvel é redonda e as distâncias entre seus raios são iguais; a roda que gira rapidamente não é mais redonda e não tem raio nenhum. De certa forma, o movimento comeu a anatomia, o próprio esqueleto da roda. […] Com efeito, há no movimento um estado de devenir” – Camille Claudel: uma Mulher (Anexos)

Ao se colocar como a roda em movimento, rejeitando a estabilidade vazia e patética da vida que era esperada das mulheres de sua época, Camille deforma, nubla, rompe com as regras concretas. 

O movimento imposto por sua liberdade e genialidade “come” a anatomia estrutural da sociedade na qual se insere, repele as amarras, expõe um coração desnudo e pulsante. Somos capazes de senti-lo palpitar no mármore que ela talhou, petrificando-nos com um olhar de medusa sacrificada pelas miopias de um patriarcado intolerante.

Este livro é de uma genialidade ímpar. Assim como o são as obras de Camille Claudel.

five stars

Jovi

 

 

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5 comentários em “Camille Claudel: uma mulher – Anne Delbeé

  1. Quando visitei o Museu Rodin, sem dúvida as poucas obras de Camille presentes foram as que mais me chamaram a atenção. E sempre se referiam a ela como “aluna e amante de Rodin”. Em 2009, logo de cara, pensei, “Aluna brilhante então!”. Não assisti ao filme e não conhecia a história deles na intimidade, apenas a produção artística de ambos. Acredito fielmente que ele realmente tenha se apropriado de algumas obras dela. Bela análise! Fiquei com vontade de assistir ao filme e ler o livro.

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    1. Que bom receber seu feedback, Sabrina! É sempre com prazer que leio os comentários aqui no blog, vocês enriquecem minhas experiências literárias, obrigada. Camille é uma artista tremendamente injustiçada ao longo da história. Esquecida e, provavelmente, roubada em sua genialidade, ficou reclusa a nichos de literatura artística. Fico imensamente feliz em contribuir para que a curiosidade e o interesse pelo trabalho dela cresça. Espero que continue nos acompanhando em resenhas futuras 🙂

      Curtido por 1 pessoa

  2. Istigante a Camille. Gostaria muito de ler e assistir o filme … sobre ela. A meu ver um deslumbre de mulher, com personalidade marcante. Gostaria muito de tê-la conhecido. Viva Camille e as mulheres com coragem de buscar e viver seus sonhos!

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